Países industrializados propõem reduzir 50% de emissões

Kobe (Japão) – Os ministros do Meio Ambiente dos países que integram o G-8 (grupo dos oito países mais ricos e a Rússia) pediram aos países ricos que assumam a liderança da luta contra as mudanças climáticas, com a meta de reduzir as emissões dos gases que provocam o efeito estufa em pelo menos 50% até 2050. O G-8 reúne os países mais ricos do planeta: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Canadá e Rússia.

Os ministros encerraram três dias de debates em Kobe, no Japão, como preparação para a reunião de cúpula do G-8 em julho, que acontecerá em Toyako, também no Japão. A luta contra o aquecimento global será uma das prioridades do encontro.

Em 2007, os integrantes do G-8 concordaram em estudar seriamente a redução das emissões que provocam o efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global, em pelo menos 50% até 2050. “Expressou-se uma vontade política forte de ir além deste consenso e chegar a um acordo sobre uma visão comum, com um objetivo a longo prazo, na reunião do G-8 em Toyako”, afirma o comunicado final do encontro de Kobe.

Os ministros também destacaram “a importância de concluir as negociações sobre um acordo para depois de 2012, alinhado ao plano de ação de Bali e no mais tardar em dezembro 2009″, em uma conferência sobre o clima organizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecerá em Copenhague.

Em 2012 expira o Protocolo de Kioto, que estipula uma redução média das emissões nos países desenvolvidos de 5%, entre 1990 e 2012. Os Estados Unidos não ratificaram o acordo. O G-8 também considera que as ações de redução são necessárias nos países em desenvolvimento, mas não fixou objetivos em números.

Representantes de países emergentes como Brasil, África do Sul, México, China, Coréia do Sul, Índia e Indonésia participaram das conversações de Kobe. Os ministros explicaram que as políticas setoriais serão utilizadas para alcançar os objetivos nacionais de redução das emissões, mas não para substitui-los, segundo o comunicado final.

Essa visão setorial havia sido proposta pelo Japão e consistia em avaliar os progressos realizados por cada lado econômico, em vez de estabelecer cotas nacionais de redução das emissões. A proposta provocou ceticismo, sobretudo nos países em desenvolvimento, que temiam que as nações ricas tentassem descarregar sua responsabilidade sobre eles, cujas indústrias são as mais poluentes.

Fonte: Estado de Minas

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