Mandela, 95 anos de ética, integridade e solidariedade.

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Nelson Mandela completa 95 anos de idade. Exemplo de ética, cidadão, irmão de seu povo, intregridade e de solidariedade. Um homem raro não apenas nos nossos dias. Mandela teria todos motivos para ser antiético, revoltado, desprendido de seu povo e corrupto depois dos anos roubados injustamente de sua vida nas agruras das solitárias das prisões.

Mandela é um exemplo a ser seguido sem distinção de país, raça, credo, sexo ou ideologia política. Parabéns a todos nós que podemos compartilhar da vida e deste aniversário de Nelson Mandela. Esta é uma parte do discurso do deputado Antônio Roberto (PV-MG) na Câmara. Confira os principais tópicos de um deputado especialista em comportamento humano.

 Sua incansável dedicação a causas humanitárias, em especial contra o regime do apartheid na África do Sul, tornaram-no, entre tantas figuras públicas, talvez o mais perfeito exemplo das célebres palavras de Bertolt Brecht: “Há homens que lutam um dia e são bons; há outros que lutam um ano e são melhores. Há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam por toda a vida, e esses são imprescindíveis.”

Mandela tornou-se, nessa medida, um homem imprescindível. A coerência e intensidade de suas convicções guiaram seus passos na vida política desde a juventude. Mesmo encarcerado, durante quase três décadas, pelo crime de lutar pela igualdade racial em seu país, jamais se calou ou se deixou abater.

Figurando entre os mais importantes líderes morais e políticos do século XX, é um ícone da luta pela igualdade de direitos e pelo fim de qualquer manifestação de discriminação racial, em todo o globo.

Nascido em família de nobreza tribal, e educado nas melhores escolas e universidades da África do Sul, o jovem Mandela desde cedo se conscientizou das contradições existentes no Congresso Nacional Africano, em que líderes originários da elite negra endossavam a plena assimilação da cultura europeia pelo país. Fundador, entre outros, da Liga Jovem do CNA, preconizou o fim da hegemonia branca em um país de maioria africana. Fazendo convergir, em torno de suas propostas, as reivindicações de mais de 8 milhões de pessoas, ganhou notoriedade nacional e passou a integrar, em 1949, o próprio Conselho Executivo do CNA.

A essa época, porém, já se instalara o regime do apartheid na África do Sul. A violência de seus efeitos alcançava níveis inéditos em toda a história. Em sua banca de advocacia, Mandela dedicava-se a representar os direitos dos cidadãos negros, pelo que ganhou notoriedade. Ativista de liderança inata, foi preso inúmeras vezes, por comandar atos de protesto e realizar comícios em locais interditados. No início da década de 60, o Congresso Nacional Africano foi finalmente dissolvido, e Mandela passou à clandestinidade.

A esta altura, Senhor Presidente, a brutalidade do regime do apartheid, em plena vigência da Declaração dos Direitos Humanos, ajudava a projetar e consolidar a figura de Nelson Mandela em todo o mundo. Submetido a julgamento por traição ao governo sul-africano, em 1964, assume a própria defesa discursando por mais de quatro horas. Concluiu afirmando: “Durante a minha vida, dediquei-me a essa luta do povo africano. Lutei contra a dominação branca, lutei contra a dominação negra. Acalentei o ideal de uma sociedade livre e democrática na qual as pessoas vivam juntas em harmonia e com oportunidades iguais. É um ideal para o qual espero viver e realizar. Mas, se for preciso, é um ideal pelo qual estou disposto a morrer”.

Condenado à prisão perpétua, deu início a um longo processo de isolamento, enquanto crescia a oposição internacional ao regime segregacionista. Quando saiu dos presídios de segurança máxima e voltou a fazer algum contato com o mundo exterior, verificou que vozes de todo o mundo se uniam pedindo sua libertação. Esta ocorreu em 1990, durante o governo conciliador do presidente Willem de Klerk; finalmente, em 1992, Mandela e de Klerk conseguem reconduzir o processo que culminaria com a abolição definitiva do apartheid na África do Sul.

Ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993, e eleito Presidente da República no primeiro pleito multirracial da África do Sul, em 1994, Nelson Mandela permanece no cenário internacional como ícone da luta humanitária, a que dá continuidade em campanhas contra o avanço da epidemia de AIDS em solo africano.

Hoje, Senhor Presidente, Mandela continua sendo objeto da atenção da mídia mundial, infelizmente em razão de sua saúde muito debilitada.

Por determinação da Organização das Nações Unidas, o 18 de julho foi consagrado Dia Internacional Nelson Mandela, como reverência eloquente à sua luta incansável pelos valores máximos da liberdade, da justiça e da democracia.

Como representante do povo brasileiro, fazemos questão de aproveitar o ensejo da data e render nossa homenagem a esse homem extraordinário, cuja grandeza, dignidade e espírito de luta levantarão gerações em prol da justiça, da igualdade e da fraternidade entre todos os povos.

 

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