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	<title>Antônio Roberto &#187; Artigos</title>
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	<description>Blog oficial do Antônio Roberto</description>
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		<title>ARTIGO &#8211; Amar</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 11:36:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas “Antônio Roberto, estou namorando há dois anos com um rapaz que sempre afirma me amar. No entanto, ele me trata mal, vive falando dos meus defeitos e determina tudo. Encontra comigo quando quer, às vezes some, depois volta. Sofro muito com isso. Como é possível alguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><em><strong>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">“Antônio Roberto, estou namorando há dois anos com um rapaz que sempre afirma me amar. No entanto, ele me trata mal, vive falando dos meus defeitos e determina tudo. Encontra comigo quando quer, às vezes some, depois volta. Sofro muito com isso. Como é possível alguém amar e fazer isso com o outro? Margarida de Pouso Alegre”.</p>
<p style="text-align: justify;">A atração entre as pessoas se dá em vários níveis, gerando aproximações diferentes. Existem verbos diversos para classificar as interações entre as pessoas. A confusão começa quando todos eles são reduzidos genericamente ao verbo AMAR. Não existe palavra mais banalizada nas nossas relações que o amor. Essa palavra é usada indiscriminadamente e serve a todos os propósitos. Chega-se, às vezes, a verdadeiros absurdos, como, por exemplo, na famosa frase do marido paranóico que “matou a esposa por amor” (sie)</p>
<p style="text-align: justify;">Compreender a relação afetivo-sexual começa por entender a diferença brutal entre o verbo “gostar” e o verbo “amar”. O verbo gostar, que originalmente se aplica às coisas, como no inglês “I Like”, se refere à auto-satisfação: Eu gosto de chocolate, de cinema, de transar, de ser elogiado, etc. É um verbo egocêntrico , ligado ao prazer que sentimos na relação com o mundo. O verbo amar, por outra forma, extrapola o conceito do nosso prazer imediato e contempla também a existência da outra pessoa, sobretudo nos seus direitos e desejos como pessoa humana, incluindo o principal deles que é viver em plenitude, ou seja, ser feliz.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5188"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No amor você deseja a felicidade do outro, se empenha nisso, se interessa por tudo o que possa ajudá-lo a estar bem consigo mesmo. Quando uma relação é baseada no “gostar” mutuo as pessoas são coisificadas e a relação é sempre de uso e exploração. A relação ciumenta e possessiva é exatamente isso. O ciumento não está interessado no crescimento do parceiro, tanto que não hesita em proibi-lo de trabalhar, estudar, ter amigos, se divertir (a não ser com ele), mesmo que essas coisas sejam essenciais para o processo de sua felicidade. Ao contrário, deseja a submissão do outro à sua vontade, ainda que isso produza sofrimento e perda da autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginem uma relação em que os dois só conseguem conjugar o verbo gostar. É uma competição constante para ver quem manda em quem, quem deve se submeter, quem é o principal. Acreditar que isso é amor pode levar os parceiros a um pacto diabólico, que, aliás é muito comum, no afã de provarem que se amam: à renuncia mútua dos próprios desejos, objetivos, da própria felicidade para satisfazer o outro aplacando-lhe os medos e as inseguranças.</p>
<p style="text-align: justify;">O resultado é um relacionamento cheio de conflitos, tristezas, choros e cobranças contínuas por mais renuncias, julgando-se erroneamente que não são felizes porque é pouco o que fazem um pelo outro. O prazer mútuo, partilhado gratuitamente e aliado ao amor expande a relação e a eleva a níveis cada vez melhores. Construir uma relação é cada um crescer na capacidade de amar.</p>
<p style="text-align: justify;">O gostar simplesmente é um convite ao sofrimento e à destruição. Vocês já perceberam o vazio presente naquela afirmação: &#8211; Na cama, a nossa relação é ótima, mas no relacionamento somos péssimos? A verdade é que ninguém pode fazer alguém feliz. O processo da felicidade é pessoal, inalienável e intransferível. E quem não der conta de trilhar esse caminho, não conseguirá amar e tentará resolver sua infelicidade às custas da infelicidade do outro.</p>
<p style="text-align: justify;">A leitora acima tem razão de estar confusa. O namorado afirma amor a ela e, ao mesmo tempo, trata-a mal, desqualifica-a, abandona-a, impõe sempre a própria vontade, ignorando-a como alteridade. E tudo isso com um propósito, ainda que não consciente: ter o controle total e absoluto sobre ela para não perder seu objeto de prazer, seja sexual, seja emocional, seja de qualquer natureza. Com certeza o namorado não a ama, apesar de gostar muito dela. Ele a deseja demais, tanto que dela ele quer não só o corpo, mas também a alma. E por que ela se submete a ele? Será que ela o ama ou somente gosta dele?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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		<title>ARTIGO &#8211; Tranquilidade</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 15:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas “Antônio Roberto, tudo o que eu quero na vida é ter PAZ. Isto está difícil, afinal por mais que me esforce não encontro receptividade nas pessoas que me cercam. A exploração, a deslealdade, a competição e destrutividade parece ser a marca dos nossos dias. Fale sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Antônio Roberto, tudo o que eu quero na vida é ter PAZ. Isto está difícil, afinal por mais que me esforce não encontro receptividade nas pessoas que me cercam. A exploração, a deslealdade, a competição e destrutividade parece ser a marca dos nossos dias. Fale sobre isso, por favor! Ednéia de Vespasiano”.</p>
<p style="text-align: justify;">O desejo de paz e tranqüilidade é de todos nós. De maneira consciente ou não buscamos a paz. Tudo o que fazemos tem esse objetivo, muito embora nem sempre a consigamos. A maioria das coisas que aprendemos para ter tranqüilidade não nos leva a ela. É preciso, portanto, repensar os caminhos, os princípios que podem nos levar à harmonia conosco mesmos e com o mundo. O primeiro princípio é o da interioridade. Devemos buscar a tranqüilidade dentro de nós, nos nossos pensamentos, nos nossos sentimentos e, por conseqüência, nas nossas ações. O mundo é, por natureza, dual: coisas boas e coisas ruins, pessoas bondosas e pessoas cruéis, verdade e falsidade, saúde e doença, vida e morte, sucesso e fracasso e assim por diante. Esperar tranqüilidade a partir da perfeição, da realidade, incluindo as outras pessoas, é gastar toda energia na direção errada; é lutar em vão, é ficar cada dia mais angustiado e deprimido. Ao se emuciar esse princípio de que não são circunstâncias ou pessoas que nos fazem felizes ou infelizes, mas a forma como lidamos com as circunstâncias, muitas pessoas concordam, mas na prática funcionam negando o princípio.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5148"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Quando perguntamos a alguém por que está deprimido ou intranqüilo, a resposta, quase sempre, é culpando o mundo por esses sentimentos:</p>
<p style="text-align: justify;">-“Estou deprimida porque meu marido me traiu”.</p>
<p style="text-align: justify;">-“Porque meu filho perdeu o vestibular”.</p>
<p style="text-align: justify;">-“Porque minha mulher está fria comigo”.</p>
<p style="text-align: justify;">-“Porque minha mãe foi injusta comigo”.</p>
<p style="text-align: justify;">-“Porque minha tia morreu”.</p>
<p style="text-align: justify;">-“Porque meu amigo foi ingrato comigo”.</p>
<p style="text-align: justify;">-“Porque fui roubado ou desprezado ou incompreendido ou humilhado ou ignorado, etc, etc”&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Essas respostas significam: o mundo é mau, as pessoas são más e não estão me fazendo feliz. Elas tiraram minha tranqüilidade. A conseqüência de responsabilizar o mundo externo pelas nossas perdas, nossas doenças, nossos limites, nossos sofrimentos é que, ao invés de gastarmos energia para atravessarmos e eliminarmos nossos problemas, nós a gastamos para provar que temos razão de estarmos chateados e tentar convencer às pessoas que elas estão erradas, que devem reconhecer seus erros, que devem mudar para novamente entrarmos em paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada um de nós deve assumir integralmente a responsabilidade por tudo o que pensamos, sentimos ou fazemos. Uma pessoa que acredita, de verdade, que a tranqüilidade é interna, que é da sua responsabilidade e que só ela pode se dar isso, as respostas às perguntas acima seriam respondidas de maneira diferente: -“Estou deprimido (a), angustiado (a) e sem paz porque não estou sabendo lidar, no pensamento, no sentimento e na ação com a traição do meu marido, com a perda do meu filho, com a frieza da minha mulher, com a injustiça da minha mãe, com a morte da minha tia, com a ingratidão do meu amigo, com o roubo, o desprezo, a incompreensão e a humilhação”.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro princípio para se alcançar a paz é uma devoção intransigente e uma valorização extremada ao momento presente. A raiz de todo sofrimento emocional é o pensamento e os sentimentos negativos decorrentes . Os pensamentos obsessivos a fatos negativos do passado ou a possíveis fatos negativos no futuro são os responsáveis pelo envenenamento da nossa alma, através da saudade, da mágoa, da culpa, da vergonha, no que refere ao passado e do ciúme, do medo, da ansiedade no que se refere ao futuro. Como é possível tranqüilidade a uma pessoa que vive remoendo coisas acontecidas há 6 meses, 1 ano, 2 anos ou mais? Como é possível paz no coração se queremos controlar o que pode acontecer no futuro?</p>
<p style="text-align: justify;">Outro princípio para a harmonia no coração é a aceitação integral da imperfeição humana. A própria e a dos outros. A resistência aos nossos erros e às fraquezas das outras pessoas é causa de muito sofrimento psicológico. Podemos não concordar com os erros, mas isso não nos obriga a estar com nosso coração em permanente estado de luta com o mal, através do ódio, da vingança e da vontade de destruir os que erraram fisicamente, profissionalmente ou socialmente. A tranqüilidade, a harmonia pessoal só se alcança com muito amor no coração. Os princípios da paz são os mesmos princípios de um coração amoroso. Amor é alegria, é compaixão (no sentido de compreender a dor e a imperfeição do outro), e ausência de crítica, é admirar o mundo tal qual ele é. 	Antigamente eu não conseguia entender a proposta de Jesus Cristo de “amar os inimigos”. Hoje começo a entendê-la. Significa que até podemos ter inimigos, pessoas que nos querem mal, que gostariam de nos destruir, que nos queiram submeter a elas, que não aceitam o nosso “não”, mas que não devemos ser inimigos deles. No sentido subjetivo. Não colocar nossos corações numa relação de força, com sentimentos adoecidos que nos tiram a paz. Quanto mais amor na alma, mais tranqüilidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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		<title>ARTIGO &#8211; Tensão</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 11:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas “Antônio Roberto, sou uma pessoa muito tensa. Não tenho paz. Estou constantemente irritada, brigando com os meus filhos e marido por qualquer motivo. A sensação que tenho é que a qualquer momento, algo terrível vai acontecer. Preciso de sua orientação. Joelma de Sabará”. Tensão é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Antônio Roberto, sou uma pessoa muito tensa. Não tenho paz. Estou constantemente irritada, brigando com os meus filhos e marido por qualquer motivo. A sensação que tenho é que a qualquer momento, algo terrível vai acontecer. Preciso de sua orientação. Joelma de Sabará”.</p>
<p style="text-align: justify;">Tensão é um estado de luta. É uma preparação do corpo para se defender das ameaças externas. A maioria de nós é cronicamente tensa. Acostumamos a ver perigo em tudo, a achar que as pessoas não nos querem bem, que o mundo é mal, que a vida é perigosa. A partir daí estamos sempre a espera do pior. E somos alimentados nesses pensamentos pelas outras pessoas que também vivem tencionadas, pelas notícias que acompanhamos diariamente nos jornais, pelas pessoas que nos cercam que, com a melhor das intenções, nos advertem dos perigos da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5135"></span>O mundo, sem dúvida alguma, nos apresenta um certo grau de ameaças reais e imediatas. O grau de preparação para enfrentá-las, traduzida em tensões musculares no nosso corpo, é excessivo e representa mais os nossos pensamentos catastróficos sobre o futuro, numa tentativa infrutífera de controlarmos antecipadamente o que de ruim possa nos acontecer. E como pensamos constantemente o pior, estamos sempre em estado de alerta, de ansiedade e de preocupação. Por outro lado é real que vivemos numa era de ansiedade, de pressa, de conflitos, de incertezas.</p>
<p style="text-align: justify;">Nosso mundo é mais que nunca, palco de mudanças explosivas e de inseguranças. Há cem anos atrás um ataque cardíaco (doença diretamente ligada às tensões) era uma curiosidade da medicina. A multiplicidade de papéis que exercemos, a pressão para o sucesso profissional, financeiro e a cobrança excessiva de perfeição são fatores desencadeantes de uma maneira de viver estressada, que, à medida que se torna habitual, também se torna inconsciente. Só percebemos nosso grau excessivo de tensões quando aparecem os sintomas mais intensos: insônia, infarto, pânico, etc. Diante disso temos duas alternativas: Continuarmos objeto passivo do mundo e dos nossos pensamentos, alimentando “nossa luta” para alcançarmos o máximo de desempenho como pais, como profissionais, como pessoas de sucesso social ou mudarmos o estilo de nossa vida. No primeiro caso, como nos diz a leitora, a irritabilidade se torna permanente, a angústia e o medo passam a conviver conosco e a impulsionar nossas ações. Se queremos uma vida mais saudável e  descontraída para nós mesmos temos de encontrar a paz interna perdida mas que existe sempre em cada pessoa. Quando crianças sabíamos disso na prática. Vivíamos o estado de dança, de fluir a vida, de paciência. Quando adultos vivemos um estado de luta, de queda de braço com o mundo, de pressa, de vencer a qualquer preço. Saber migrar de um estado para o outro, viver cada um deles de acordo com a situação é o primeiro passo para melhorar nossa qualidade de vida. Há momentos que são realmente de luta, de conflito, de tensionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Passado esse momento deveríamos voltar ao estado de repouso, de descontração. Não sabemos fazer isso e temos de aprender. As tensões se acumulam no nosso corpo e permanecem. Até dormindo, estamos em “batalha”. A verdade é que não sabemos relaxar. O maior presente que cada um de nós pode dar a si mesmo é a determinação de entrar em contato com o estado de harmonia que sempre está presente na essência do nosso ser. Há, porém, uma condição fundamental para aliviarmos nossas tensões: QUERER.</p>
<p style="text-align: justify;">Querer dedicar-se a um cuidado corporal, através de técnicas hoje amplamente disponíveis, que nos ensinem novamente a estar com o corpo em paz. Exercícios físicos, massagens, técnicas respiratórias, treinamentos em relaxar, meditações, descansos programados são apenas algumas possibilidades. Não tenha medo de parar a máquina.</p>
<p style="text-align: justify;">Você não vai sucumbir, não vai fracassar. Ao contrário, quanto mais relaxados estivermos, mais espontâneos, mais alegres. E esse estado de energia nos conduzirá a relacionamentos mais amorosos e mais harmoniosos. E aí teremos o verdadeiro sucesso: social e, sobretudo, pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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		<title>ARTIGO &#8211; Homem e as guerras</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 12:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas “Antônio Roberto, como explicar as guerras? Será que em 2012 terá alguma? Me fale das guerras. Podemos acreditar no homem, poço de maldades? Lincoln Duarte – Engenheiro- B.H.” Meus olhos se enchem de lágrimas, ao ver qualquer foto de Guerra: o desespero, a agonia, o pânico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Antônio Roberto, como explicar as guerras? Será que em 2012 terá alguma? Me fale das guerras.  Podemos acreditar no homem, poço de maldades? Lincoln Duarte – Engenheiro- B.H.”</p>
<p style="text-align: justify;">Meus olhos se enchem de lágrimas, ao ver qualquer foto de Guerra: o desespero, a agonia, o pânico e a dor nas expressões de velhos, de crianças e do medo do desconhecido no olhar dos pais de família. Cenas profundamente tristes que aparecem na nos faz lembrar de Nero e de Hittler. Diante disto, a tentação é descrer do Homem, é maldizer a natureza humana, é acreditar, como alguns filósofos da maldade intrínseca da pessoa humana.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5118"></span>As guerras sanguinárias, possessiva, perversas apresentam conseqüências para o mundo que irão além das mortes físicas, da destruição da cultura arquitetônica da antiga Babilônia, da humilhação de um povo, cujo único pecado é ter nascido em determinado local!</p>
<p style="text-align: justify;">Qualquer guerra, de fato, poderá minar o coração de toda a humanidade, plantando nele a semente da desesperança na capacidade de o homem ser bom, generoso, amoroso e terno. No estágio de evolução em que nos encontramos já não é fácil crescer, desenvolver e se livrar da tendência à violência, à opressão, ao mando e domínio do outro. Por diversas ocasiões, tenho reiterado que a falência das relações, tanto sociais quanto íntimas, está na ausência do diálogo, na falta do amor, na posse, no abuso do poder.</p>
<p style="text-align: justify;">No plano internacional, a ONU sempre representou a esperança de um relacionamento onde houvesse a supremacia do entendimento sobre o uso da força entre as Nações. Dividir o mundo, de uma forma maniqueísta, entre o Bem e o Mal e, pior ainda, dar-se o direito de determinar, de uma maneira unilateral, quem representa o Bem e quem representa o Mal, é lançar cizânia na plantação paciente, demorada e difícil da evolução do mundo, à procura da integração do amor em cada um de nós como força propulsora do desenvolvimento espiritual, material, social e ético da humanidade. Se há que haver desesperança não é na capacidade amorosa do Homem e nem na sua tendência para o bem. Não podemos descrer do nosso destino solidário, compassivo, pacífico e construtivo. A força interna de cada pessoa, que é a presença de Deus dentro de nós, é imensamente poderosa e grandemente elevada e é isto que nos sustenta nas crise, nas dores, nas perdas e nas descidas ao purgatório da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda a nossa indignação deve-se voltar não contra a natureza do homem, mas aos Sistemas de Poder, de ganância, de inversão do bem, presentes nas estruturas ciumentas e possessivas de nossa sociedade e de alguns dos seus dirigentes. A grita geral de oposição a esta guerra, traduzida em numerosas manifestações pacifistas pelo mundo inteiro, a desaprovação pela maioria das pessoas significa, além do fenômeno da globalização, que nem tudo está perdido, que o homem é bom, que a natureza humana é irmã de seus irmãos, independentemente da odiosa demarcação geográfica ou da intolerante segregação religiosa. Não podemos fechar nossos olhos e corações aos elevados valores existentes no mundo, em meio a tantos desvarios e loucuras fundamentalistas de alguns fanáticos, seja no delírio do petróleo, do poder político, do poder religioso ou do poder militar. Onde há sombra, há luz. Onde há obscuridade, há sabedoria. Onde há guerra, há paz.Enquanto os céus iraquianos recebiam a visita dos demônios e dos infernos, nos criminosos mísseis de alta e moderna tecnologia, os céus do mundo inteiro recebiam as orações de um Papa, vestido de branco, e as preces de todas aquelas pessoas que acreditam em um Deus feito de Acolhimento, de Amor e de Paz.</p>
<p style="text-align: justify;">O medo fecha o coração para o amor. O medo destrói a esperança. Para o povo sofrido pode ser que o maior mal da guerra sejam as mortes, as dores físicas e morais, as perdas de todos os níveis. Contra o resto da humanidade, porém, o maior crime penetrado será atingir nossos corações com o míssil da descrença. Que nos tirem a vida, os alimentos, o sangue, o solo, mas jamais a nossa esperança. Os sobreviventes das grandes crises e catástrofes, como, por exemplo, dos campos de concentração, são unânimes em afirmar que a única coisa que os mantinha vivos era algum sentido na vida, a fé em alguma possibilidade. Deixar que os Senhores da Guerra  destruam a nossa fé, nossa esperança ou nosso amor é entregar-lhes nossos corações.</p>
<p style="text-align: justify;">Que em 2012 possamos educar nossas crianças e jovens para a Paz. É hora de mostrar-lhes que a grande maioria do mundo é contra a guerra e que apenas alguns poucos, que são os donos das bombas, estão abusando do poder e que só algumas partes do mundo, temporariamente, estão sendo dirigidas por loucos.</p>
<p style="text-align: justify;">Que os loucos cuidem dos seus próprios loucos. Que cada um de nós proteste, a seu modo, contra qualquer guerra. É uma forma de mostrar nossa esperança de que, apesar dos pesares, o planeta ainda vai respirar alegria e paz, nem que seja quando nossos netos ou os netos de nossos netos governarem o mundo.Que nos roubem tudo, menos a nossa alma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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		<title>ARTIGO &#8211; Vazio</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 09:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas “Antônio Roberto, estou sem esperança, cansado e desesperado. Tenho uma ótima casa, uma ótima esposa e filhos maravilhosos e um bom emprego. Como sair, porém, desse vazio? Paulo Rodrigues de Viçosa”. A pergunta do leitor acima é formada de três partes. A primeira parte é sombria, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Antônio Roberto, estou sem esperança, cansado e desesperado. Tenho uma ótima casa, uma ótima esposa e filhos maravilhosos e um bom emprego. Como sair, porém, desse vazio? Paulo Rodrigues de Viçosa”.</p>
<p style="text-align: justify;">A pergunta do leitor acima é formada de três partes. A primeira parte é sombria, depressiva, impregnada de dor. A terceira parte é luminosa, afetuosa, prazerosa. No meio das duas ele se coloca na gravidade de sua afirmação: “Estou sem esperança”. A esperança é uma forma ativa de enxergar a realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5044"></span>O pessimista cronifica as perdas, vê o que falta na sua vida, se emaranha em lembranças saudosas, guarda rancores e se culpa pelos seus limites. O otimista nega a sombra, racionaliza o lado desastroso da existência, cindereliza a vida, só vê o bom, se perde no mundo do “faz de conta”, e, sem saber, se prepara para a decepção do pessimista quando eventualmente a casa cair. O realista tem um olhar objetivo para os dois lados da moeda. Ele tem consigo o compromisso de atravessar as intempéries da vida. Ele já descobriu que viver é ora descer vales, ora subir montanhas. Tem jeito de vivermos (ainda mais se tivermos a graça de viver muitos anos), sem perdas, sem doenças, sem abandonos, sem nos desorganizarmos de vez em quando, sem injustiças ou traições? Neurótico é a pessoa que não vê o óbvio. Enclausurados numa idéia romântica, idealizada de como o mundo deveria ser, não aprendemos a única coisa que precisamos na viagem humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Saber lidar com o fracasso quando ele bater na nossa porta. Acho natural que o leitor acima esteja deprimido pela sua situação financeira. Ninguém é convidado a ultrapassar uma perda, soltando foguetes. Só um otimista tolo faria isso. Exige-se dele apenas não perder a esperança ou ficar em um beco sem saída, o que é a mesma coisa. Talvez não haja a saída que, na sua onipotência, ele deseja: que não tivesse tido a perda, que lê não tivesse cometido erros que o levaram a perder, que não tivesse sido passado para trás. Mede-se a humildade de uma pessoa, companheira, inseparável da esperança, na hora dos tombos, quando nos deparamos com a fragilidade humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que será que, diante do infortúnio, alguns elaboram e aprendem e outros se comprazem em ficar na sombra, esperando que alguém venha salvá-los? Onde buscar forças para a travessia? Dentro de nós. Na reflexão interna.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas ficaram impressionadas com o intenso sofrimento de Jesus Cristo, mostrado pelo filme de Mel Gibson. O que mais me impressionou foi a rapidez com que tudo aconteceu. Após 3 dias da morte estava tudo resolvido: Ele ressuscitou. O sofrimento faz parte da vida humana. O que não podemos é permanecer muito tempo na dor, transformando-a em uma forma de viver. A esperança é a ponte entre as atribulações e nossa ressurreição de cada dia.</p>
<p style="text-align: justify;">O pesar pela perda é normal, mas não podemos botar em dúvida nosso valor, nossas crenças, nossa essência, nossos desejos, nosso lado luminoso.  E para isso basta fechar os olhos e ouvir o coração. Peço ajuda a Fernando Pessoa: “Tudo vale a pena, se a alma não for pequena”. Nossa alma é maior que todas as desgraças. Nos momentos de maior aflição sempre há brechas para o sol entrar. Temos, porém, de cooperar. Conversar com os amigos, caminhar (mesmo chorando), rezar, dançar, agradecer as coisas boas e as pessoas amadas, expressar os sentimentos ruins, são algumas possibilidades de quebrar a couraça do sofrimento e deixar que um pouco da graça apareça.</p>
<p style="text-align: justify;">Esperança é saber que tem jeito. E que nos temos jeito. Nem que seja mudar o jeito de ver a vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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		<title>ARTIGO &#8211; Sentimento negativo</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 14:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas Antônio Roberto, sou executivo principal de uma grande empresa e me deparo, com freqüência, com muita intriga e hostilidade entre os gerentes. Será inveja? Como lidar com isto. Tomas Viotti – Belo Horizonte. Antônio Roberto, como lidar com uma irmã que me ataca e me critica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Antônio Roberto, sou executivo principal de uma grande empresa e me deparo, com freqüência, com muita intriga e hostilidade entre os gerentes. Será inveja? Como lidar com isto. Tomas Viotti – Belo Horizonte.</p>
<p style="text-align: justify;">Antônio Roberto, como lidar com uma irmã que me ataca e me critica constantemente? Ela sempre me puxa para baixo. Marina – Sabará</p>
<p style="text-align: justify;">Antônio Roberto, trabalho com dedicação, nas atividades sociais e religiosas de minha Paróquia. Sofro muito com algumas pessoas que querem sempre aparecer, brilhar e passar na frente das outras. Será inveja? Luíza &#8211; Belo Horizonte.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo sentimento negativo nos faz sofrer. Daí a importância do entendimento e elaboração do sentimento de INVEJA. Compreender este sentimento pode ser a chave para a resolução de diversos conflitos no trabalho, em casa, na sociedade. Não há sentimento mais destrutivo para o clima orgacional ou familiar que a inveja.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5042"></span>Mas o que é a inveja?<br />
Para entendermos a inveja temos de descobrir a estrutura básica que antecede. O mecanismo que cria a inveja é a COMPARAÇÃO.</p>
<p style="text-align: justify;">A inveja é a vivência de um sentimento interior sob a forma de frustração, de tristeza, de mal-estar, de acanhamento, por nos sentirmos menos do que o outro, por não possuirmos o que o outro possui, por não sermos o que o outro é. É um desequilíbrio íntimo, oriundo de um sentimento de inferioridade, fruto da COMPARAÇÃO que fizemos entre nós e o outro, seja nas posses materiais, na casa, no carro, na roupa, no dinheiro ou nas suas qualidades psicológicas, morais, físicas, sociais ou espirituais. E como a inveja é um desequilíbrio entre nós e os outros em um processo comparativo, desde cedo nos foram ensinados alguns mecanismos de defesa para este desequilíbrio.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dos mecanismos é nos aumentarmos, nos vangloriarmos, nos enaltecermos para evitarmos o mal-estar da inveja. Falamos excessivamente bem das nossas próprias coisas e, ao mesmo tempo, procuramos diminuir a outra pessoa através da crítica. Quando criticamos alguém, quando temos necessidade de diminuir alguém, quando ofendemos alguém, quando temos necessidade de falar mal de alguém, provavelmente estamos nos sentindo inferiores a esta pessoa. A inveja é a incapacidade de ver a luz das outras pessoas, a alegria, o brilho, a luminosidade de alguém, seja em que aspecto for. A inveja é o sentimento daqueles que não aceitam a diversidade do mundo e das pessoas. E esta incapacidade de aceitar que as coisas e as pessoas sejam diferentes é uma rejeição de sua própria pessoa como sendo diferente das demais. A inveja é a auto-aversão por não sermos como os outros são. O que há de negativo e pior é esta auto-rejeição em algum aspecto. Daí a relação direta entre inveja e auto-estima baixa.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem não se ama é invejoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas pensam que inveja é quando vemos algo em alguém e queremos ter ou ser iguais ao outro. Isto é apenas um desejo de aprendizado, de crescimento. O que caracteriza a inveja é a frustração conosco mesmos, é a tristeza conosco mesmos, é a intolerância com nós próprios por nos sentirmos menores do que os outros. Por outro lado, toda a nossa sociedade é baseada na comparação.</p>
<p style="text-align: justify;">Nossa cultura é uma cultura da comparação. Como tudo é relativo como tudo está em relação, nós perdemos a capacidade de ver as coisas em si mesmas e só conseguimos entender as pessoas e coisas na comparação umas com as outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda propaganda é baseada no processo comparativo, entre nós e os modelos que nos são apresentados. A trama-base de qualquer propaganda consiste em que olhemos alguém no vídeo, por exemplo, nas suas qualidades de riqueza, poder, prestígio, inteligência, dinamismo, beleza, força e magnetismo pessoal; que nos comparemos com os ambientes e pessoas apresentadas, que nos sintamos inferiores, magoados e diminuídos subliminarmente.Em seguida, é-nos apresentada a solução para resolver aquele mal-estar: a compra de alguns produtos que nos farão iguais aos padrões apresentados!</p>
<p style="text-align: justify;">A sociedade em que vivemos é baseada na comparação na competição e, portanto, na INVEJA.</p>
<p style="text-align: justify;">E as organizações empresariais com seus instrumentos comparativos, alimentam e disseminam a inveja entre os seus empregados, sem se aperceberem disto.</p>
<p style="text-align: justify;">As organizações familiares, de igual forma, comparam seus membros, gerando um clima de disputa e hostilidade entre eles.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma pergunta muito comum dos pais é:</p>
<p style="text-align: justify;">_Porque os irmãos brigam tanto?</p>
<p style="text-align: justify;">_Porque sempre foram comparados entre si. Porque eles se invejam.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra pergunta que muitos fazem é por que tanta maledicência, fofoca nas relações de grupo, até em ambientes religiosos ou educacionais? Por causa da competição, gerada pela inveja, alimentada pelas comparações. E como trabalhar este sentimento tão devastador? Como lidar com a inveja seja a nossa ou a dos outros?</p>
<p style="text-align: justify;">Esse será o assunto do nosso próximo artigo, no domingo que vem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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		<title>ARTIGO &#8211; Ano novo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 10:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas “Antônio Roberto, chegou o Natal e o fim do ano. Quero renovar minha vida!!! Nesse ano me frustrei pelos objetivos não alcançados, e já estou com angustia de não realizar tudo no novo ano, ao mesmo tempo quero ter a alegria das festas natalinas. Estou confuso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Antônio Roberto, chegou o Natal e o fim do ano. Quero renovar minha vida!!!</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse ano me frustrei pelos objetivos não alcançados, e já estou com angustia de não realizar tudo no novo ano, ao mesmo tempo quero ter a alegria das festas natalinas. Estou confuso Ajude-me! Sebastião de Belo Horizonte”.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a vida, cada um de nós vai armazenando um conjunto de fatos e situações e os sentimentos decorrentes deles. Humanos que somos tornamo-nos depositários de sentimentos bons e ruins. Todas estas emoções, se não são devidamente expressas quando ocorrem, ficam à espera de algum momento propício para se manifestarem.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5047"></span>O Natal e o Final de Ano, envoltos em uma mística espiritual, sensíveis às reflexões vitais e, às vezes, até com algumas conotações supersticiosas, são ocasiões que  afrouxam nossos corações, liberando os deuses e os demônios que nos habitam. O encerramento do ano, ao invés de nos remeter a uma consciência culposa tipo “meã culpa” é o momento de renovação: renovar a crença na nossa fragilidade humana e, por conseqüência, na infinita possibilidade de sermos melhores.</p>
<p style="text-align: justify;">Renovar a esperança ativa de que podemos mudar e construir daqui para frente. Renovar no desejo de caminhar sempre, apesar das quedas e dos tropeços e construir a aceitação da realidade tal qual ela é. Hoje é o primeiro dia do resto das nossas vidas. Hoje é o dia. O que passou, passou. E o que vem ainda não chegou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao colocarmos os pés em 2012, nada melhor do que nos aproximarmos de Deus e solicitarmos sua orientação para a paz e a alegria de viver. Transcrevo para os leitores uma das mais lindas orações que já tive acesso: A ORAÇÃO JUDAÍCA, o que serve também de homenagem e solidariedade a todos os meus amigos judeus:<br />
“Deus, não consintas que eu seja o carrasco que sangra as ovelhas, nem uma ovelha nas mãos dos algofes.</p>
<p style="text-align: justify;">Ajuda-me a dizer sempre a verdade na presença dos fortes e jamais dizer mentiras para ganhar os aplausos dos fracos. Meu Deus! Se me deres a fortuna, não me tires a felicidade, se me deres a força, não me tires a sensatez, se me for dado prosperar, não permita que eu perca a modéstia, conservando apenas a dignidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas, para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com mais severidade do que a mim mesmo. Não me deixes ser atingido pela ilusão da glória, quando bem sucedido e nem ficar desesperado quando tiver insucesso. Lembra-me que a experiência de um fracasso poderá proporcionar um progresso maior. O Deus faz-me sentir que o perdão é o maior indício de força e que a vingança é prova de fraqueza.</p>
<p style="text-align: justify;">Se me tirares a fortuna, deixe-me a esperança. Se me faltar a saúde, conforta-me com a graça da fé. E quando me ferir a ingratidão e a incompreensão dos meus semelhantes cria em minha alma a força da desculpa e do perdão. “E finalmente, Senhor, se eu te esquecer, te rogo, mesmo assim, nunca te esqueças de mim.”</p>
<p style="text-align: justify;">Ser feliz não é estar permanentemente em estado de alegria. É estar disponível para a vida, sabendo saborear os momentos bons e atravessar, com humildade e o mais rápido que for possível, os momentos ruins.</p>
<p style="text-align: justify;">A lamentação pelos infortúnios que nos visitaram no ano que passou é uma forma de empacar no caminho. As oportunidades que perdemos, já se foram. Os erros que cometemos estão mortos. Os objetivos não alcançados desapareceram. Agora é hora de nascer. Deixar o Natal virar jeito de vida. Começar o ano novo e transformar o Ano Velho em Mestre, aprendendo com ele. Deixar a perspectiva do futuro inundar nossa vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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		<title>ARTIGO &#8211; Desavenças do casal</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 11:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas “Antônio Roberto, eu e o meu marido brigamos constantemente. Durante as brigas nós nos ofendemos, cada um colocando defeitos no outro e isso desgasta nosso relacionamento. Vivo deprimida e angustiada e não sei como resolver o problema. Gostaria que você nos desse uma palavra. Dalva de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Antônio Roberto, eu e o meu marido brigamos constantemente. Durante as brigas nós nos ofendemos, cada um colocando defeitos no outro e isso desgasta nosso relacionamento. Vivo deprimida e angustiada e não sei como resolver o problema. Gostaria que você nos desse uma palavra. Dalva de Uberaba”.</p>
<p style="text-align: justify;">O casamento encerra várias dimensões. A dimensão social e periférica, diz respeito às obrigações: criar filhos, ganhar dinheiro, sustentar a casa, desenvolver as tarefas domesticas. É a base material da instituição.</p>
<p style="text-align: justify;">A dimensão emocional, amorosa e prazerosa se localiza no desenrolar das relações que ali acontecem. Muitas vezes essas dimensões não andam juntas, ocorrendo que o casamento se torna apenas um espaço material de sustentação financeira e pouco esforço é despedido na melhoria do relacionamento. A conseqüência é a deterioração da convivência que é marcada, então, pelas brigas, hostilidades e sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5049"></span>O relato do casal acima ilustra esse modelo de desprezo pelo aprendizado psicológico das relações. A maioria das pessoas que se casam imagina que já sabe se relacionar.</p>
<p style="text-align: justify;">Relacionar é verdade, todo mundo sabe. Relacionar-se bem é outra história. Qual é a base para uma relação? São os sentimentos que cada pessoa desenvolveu individualmente na sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando as pessoas que se relacionam são ansiosas, angustiadas, depressivas, por exemplo, tendem a relações negativas, violentas, ruins. Se, em contrapartida, são pessoas que desenvolveram sentimentos de afeto, de respeito, de paz e simpatia, as relações estabelecidas seguirão esses sentimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa forma, é muito importante para o êxito do casamento que o casal tenha bastante consciência das emoções que estão prevalecendo em cada um. Normalmente isso não ocorre. Os conflitos são vistos, em geral, como provocados pelos atos que cada um fez e não pelos sentimentos adoecidos dos participantes do palco conjugal. Não raras vezes, as brigas acontecem por fatos banais. Na verdade o que cada um faz é usado para extravasar sentimentos que já estavam presentes: raiva, mágoa e irritação.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem elaboração do mundo subjetivo de cada um, é impossível um casamento harmonioso e construtivo. A estrutura fundamental do casal acima é de competição. Por essa razão, durante as brigas eles se ofendem, abusam dos defeitos de cada um e se hostilizam. O sentimento que se localiza atrás desse comportamento é a inveja.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois disputam para verem quem é superior ao outro e se colocam como inimigos e se tornam destrutivos. Não tem consciência disso, porém, e assim a relação se torna sem saída e cada dia pior.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma terapia conjugal poderia ajudá-los a localizar o verdadeiro problema e encontrar uma solução. Não existem casais perfeitos. A melhoria contínua, no entanto, da maneira como se relacionam é essencial para que o casamento seja um espaço de alegria, de crescimento e de cooperação. Em todo relacionamento haverá conflitos. Nem sempre o desejo de uma pessoa corresponde ao desejo do outro. Os interesses mútuos podem ser divergentes. Quando, porém, a relação é presidida por um sentimento amoroso, as pessoas estão emocionalmente do mesmo lado e procuram negociar uma forma que preserve a relação.</p>
<p style="text-align: justify;">O grave é quando a competição coloca cada membro do casal em lados opostos e as discussões ou brigas não têm por finalidade resolver as questões, mas ao contrário provar superioridade de um sobre o outro. Daí as ofensas, as desqualificações e as hostilidades. Aí a relação realmente se desgasta, provoca outros sentimentos negativos e o sofrimento contínuo leva o casal a um desejo de separação. O casamento, que tem por objetivo estabelecer um clima onde cada um separadamente e o casal em conjunto possam expressar seu potencial amoroso, acaba-se tornando um lugar de tristeza, de dor e de desilusão.</p>
<p style="text-align: justify;">O casamento é uma instituição essencialmente emocional e nesse campo é que está a saída para a felicidade a dois.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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		<title>ARTIGO &#8211; Preconceito</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 13:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas “Antônio Roberto, vivo com medo da discriminação. Na minha faculdade, sou a única negra da minha turma, em minha volta não vejo pessoas da minha raça. Me ajude! Maria Alice – 22 anos &#8211; Belo Horizonte”. Todo preconceito é um erro de visão. È uma distorção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Antônio Roberto, vivo com medo da discriminação. Na minha faculdade, sou a única negra da minha turma, em minha volta não vejo pessoas da minha raça. Me ajude! Maria Alice – 22 anos &#8211; Belo Horizonte”.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo preconceito é um erro de visão. È uma distorção visual com relação ao mundo. Não existe ninguém igual a outro. Cada um de nós é único e diferente das demais pessoas. Essa diferença e singularidade vão-se manifestar na cor da pele, no tipo físico, na condição social, na escolha religiosa, na opção sexual, na nacionalidade, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é um lado da questão. Existe outro. Embora desiguais, somos profundamente semelhantes aos outros. Pelo fato de sermos gente e pertencermos à família humana, no essencial nos assemelhamos. O branco não é o contrário do velho, assim como mulher não é o contrário do homem. As pequenas diferenças entre os seres não nos dão o direito de colocá-los em campos opostos, como inimigos e competidores.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-5020"></span> O preconceito é fruto de focarmos exageradamente as diferenças, esquecendo-nos da semelhança humana que nos faz partícipes da mesma festa da vida. Antes que negro, que mulher, que homossexual, que rico, que jovem, que mulçumano, somos gente. Há dois erros lógicos na postura preconceituosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro, enfatizamos o secundário, o periférico em detrimento do essencial. Por que enxergar a Maria Alice e defini-la como “preta” se, no essencial, ela possui um corpo com mesma beleza e funções de qualquer ser humano? Outro erro na maneira de pensar preconceituosamente é a generalização. Situamos o outro dentro de uma classe ou categoria e perdemos contato com aquela pessoa específica. Assim não nos relacionamos com Maria , Vicente, Jacó e Pedro,  mas com o velho, o judeu, o estrangeiro, o pobre ou o rico. E ao generalizarmos, atribuímos àquelas pessoas todas as características que fantasiamos a respeito de sua categoria: “todos os homens são iguais”, “todos os velhos são bons”, “ os brasileiros são criativos”, “os mulçumanos são terroristas”, “os políticos são desonestos”.</p>
<p style="text-align: justify;">A discriminação de uma raça, da mulher, do homossexual ou qualquer outra serve a um propósito: Compensar o sentimento de inferioridade daquele que discrimina. Para nos sentirmos superiores, elegemos no outro uma diferença que , na nossa maneira míope de enxergar, o coloca em situação inferior a nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Elevado ao extremo, nosso ímpeto dominador e arrogante face aos “inferiores” nos conduz à hostilidade, e até à tentativa de destruir o outro na sua diferença secundária.<br />
Historicamente, temos um exemplo disso nas suas piores conseqüências. Hittler, do alto de sua inferioridade, exterminou milhões de judeus. Todo preconceito é insano e cruel e é a negação do amor na relação com o outro. A diferença é bonita. Ela institui o direito de cada pessoa ser ela mesma. A diversidade enriquece a vida e amplia o mundo. Admiramos a quantidade  de flores diferentes, de distintos animais e não conseguimos ter o mesmo olhar para a grande maravilha da natureza: o ser  humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Sonhamos com um mundo padronizado, onde todas as pessoas devam ser feitas à nossa imagem e semelhança. Tememos o diferente, o estranho, o esquisito, o “anormal”. E como o preconceito é cultural, até mesmo as pessoas objeto da discriminação também  internalizaram o preconceito. A leitora acima é preconceituosa com relação ao negro. Ela confessa a sua sensação de inferioridade, a sua auto estima enfraquecida. Se assim não fosse, porque compensar sua cor, tentando ser a melhor aluna, apresentar o trabalho mais brilhante? Ela se senti isolada, separada dos demais colegas e sente falta de outras pessoas da sua raça negra. Ela não consegue consentir que todos da sua sala pertencem à mesma raça humana. A sensação de superioridade ou de inferioridade é mental. É fruto de uma comparação. Se cada pessoa é única, completa em si mesma, como pode haver superiores e inferiores?</p>
<p style="text-align: justify;">Contemplar a semelhança humana, admirando as diferenças individuais é a única forma de nos aproximarmos uns dos outros e de nos encaminharmos para o amor, o afeto e o respeito. Preconceito é uma doença emocional provocada por uma forma burra de ver o outro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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		<title>ARTIGO &#8211; A nova família</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 11:52:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe Antônio Roberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas “Antônio Roberto, a família tem mudado muito. Fale dessa nova família, vejo muita coisa errada. Rose de Betim.” Muito se fala da família e quase sempre com pessimismo. A família mudou? Sim e muito. Para melhor ou pior? Eu diria, para uma nova forma. Havemos e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong><em>Publicado Coluna Bem Viver do Jornal Estado de Minas</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Antônio Roberto, a família tem mudado muito. Fale dessa nova família, vejo muita coisa errada. Rose de Betim.”</p>
<p style="text-align: justify;">Muito se fala da família e quase sempre com pessimismo. A família mudou? Sim e muito. Para melhor ou pior? Eu diria, para uma nova forma. Havemos e devemos nos render ás mudanças, ficar preso no como deveria ser como era antigamente ou na minha época não traz solução alguma. E quem disse que antes era o correto? A cada resistência ás mudanças mais doentes tornamos nossa família e a nós mesmos. E quem disse que a tal inversão de valores está errado? Novos valores, novas posturas, novos costumes!</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-4985"></span>Já não seria a hora de pararmos de reclamar e aproveitar para mudarmos e enriquecermos um pouco com os jovens naquilo de novo que eles nos trazem?<br />
Tenho percebido que o medo da mudança é que nos faz abrirmos exceções constantes em busca da permanência do velho em detrimento do novo. A sedução dos pais na conquista dos filhos evitando as frustrações e buscando o amor dos mesmos a qualquer preço, lutando contra o real, penso eu, é que tem acarretado tantos conflitos.</p>
<p style="text-align: justify;">A nova família é a da conduta do companheirismo, da participação, da escuta, o pai maior e dono da verdade já caiu em desuso. As posturas pedagógicas já envelheceram, as escolas massificantes deram errado, já é hora da pedagogia do empreendedorismo, da busca pelo potencial, pelo aproveitamento da capacidade individual. Com realidade digital não podemos esquecer o caminho do gênio Steve Jobs!!! Após este exemplo temos que nos perguntarmos: O que quer o ser humano? Para onde caminha sua família e seus valores?</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Jorge Forbes: &#8220;Nesse movimento, a família ganha novo status. Em vez de ser o lugar onde se ganha coisas: semanadas, carros, presentes os mais diversos, o que se ganha mesmo, a maior herança é a castração, um dos nomes do real. Em algum lugar Lacan chegou a dizer que não adianta a ninguém trocar de família, especialmente de pais, imaginando que terá seus problemas resolvidos. Eles reapareceriam iguaiszinhos se isso fosse possível. Família é daquilo que todo mundo se queixa – boa definição &#8211; e se o fazemos é porque ela não oferece o que dela, especialmente dela gostaríamos de receber: o nome do desejo. Isso fica mais evidente em um mundo despadronizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Insisto, seja ela como for constituída: por cama, ou proveta; hetero ou homosexual; parceira ou monoparental, família é a instituição humana que tem a capacidade de fazer com que nos confrontemos ao real da nossa condição: a falta de uma palavra já pronta, prêt-à-porter, que nomeie o desejo de cada um.</p>
<p style="text-align: justify;">Se um dia a psicanálise promoveu o diálogo compreensivo e humanizador, as mudanças dos tempos nos exigem um esforço a mais no sentido de uma renovação. Pai é quem tem um sentimento sagrado por um filho. Sagrado vem de sacrifício. Pai é quem tem um amor radical – sem explicação – e que pode morrer por um filho. É esse ponto de amor radical que é detectado pelo filho e sobre o qual ele se apoia na invenção singular de sua vida. Um filho sabe que ali ele conta, que dali ele pode contar sua vida, dar-se à existência. Não nos surpreendamos que pais e filhos possam trabalhar melhor juntos agora que no passado. Fora do eixo imaginário da dominação, pais e filhos convivem bem como nunca nesse amor radical que possibilita expressões distintas, diversas e divertidas, com a marca de uma mesma família. Não faltam exemplos: Coppolas, Veríssimos, Holandas, Douglas, Cravos e, seguramente, muitos mais.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Não há, pois que se discutir ou duvidar que a adaptação ao real seja a saída para todos estes conflitos globais que acometem as pessoas e suas famílias. Trocar a crítica pela busca do conhecimento, pela pergunta e pela compreensão e afeto. Abandonar o discurso arcaico de que o mundo está perdido é uma nova maneira de se situar e se inserir neste real de mudanças tão dolorosas para muitos, pois só assim nos tornaremos capazes de ocupar um lugar que faz a diferença.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Antônio Roberto</strong></p>
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