
O Deputado Federal Antônio Roberto declarou apoio a José Serra (PSDB) na disputa do segundo turno das eleições presidenciais. Para Antônio Roberto, Serra é o candidato que mais se aproxima do programa de governo proposto pelo PV. Em entrevista ao jornal Estado de Minas, publicada na edição desta quarta-feira (20.10), Antônio Roberto explica sua decisão e fala dos benefícios para Minas Gerais com a vitória de Serra. Veja a entrevista na íntegra.
Por que o senhor está apoiando o candidato José Serra (PSDB)?
O principal motivo é porque o candidato José Serra é o que mais se aproxima do programa do partido que nós apresentamos aos dois presidenciáveis. Foram 10 pontos apresentados que entram na questão ambiental, da transparência, da reforma eleitoral, a questão da educação para a sociedade do conhecimento, as mudanças climáticas, a seguridade social no que se refere à saúde, previdência, proteção dos biomas brasileiros, redução dos gastos públicos e reforma tributária e política externa. Pelo discurso e pela experiência como governador de São Paulo, ele é o que mais se aproxima dos pontos programáticos apresentados pelo Partido Verde. Tanto é verdade que o Fernando Gabeira e o Feldmann também estão com o Serra.
O que o senhor acha que ele vai trazer de melhoria para Minas?
Ele explicitou isso claramente falando da questão das estradas de Minas e do metrô. Ele prometeu um olhar intenso nas questões do estado. Fora a interlocução que ele tem e teve com o Aécio Neves e o governador Antonio Anastasia. Eu acho que ele assumiu um compromisso claro com eles, especificamente de um olhar bem singular para com Minas Gerais.
Quais os programas para a área ambiental do candidato que se identificam com o Partido Verde?
Os dois candidatos não apresentaram nenhum programa para a questão ambiental. Mas houve uma aceitação muito grande do candidato José Serra nas propostas que o Partido Verde apresentou. Nós propusemos questões sobre assuntos como mudanças climáticas, energia e infraestrutura. A gente tem várias propostas dentro disso que se identificam com o Partido Verde. Por exemplo, a criação de uma agência reguladora independente para a política nacional de mudanças climáticas, essa é uma proposta nossa que se identifica bem com o partido. Metas de redução de gases do efeito estufa previstas em lei, tornando-as obrigatórias. Aumento em 10%, até 2014, da participação das energias renováveis na matriz energética brasileira. Superação do IPI sobre fabricação de veículos elétricos e híbridos para incentivá-los.
Como o senhor avalia essa divisão dentro do partido?
Eu achei que foi muito sábio optar, como partido, por nenhum dos candidatos. O partido teve uma posição bem diferenciada nesta campanha, o discurso do partido foi diferente. O partido não quer perder nenhuma dessa visão, por isso não quer optar por nenhum dos dois. Mas não é justo que a gente se omita não escolhendo nenhum dos dois candidatos. Nós, enquanto indivíduos, enquanto cidadãos e enquanto lideranças. Na verdade, o partido não está dividido. Está colocando em prática a liberdade e a diversidade que existe dentro dele.
O que o senhor acha que o candidato José Serra faria diferente da candidata do PT, Dilma Rousseff, na Presidência?
O governo Lula, que teve como coadjuvante a ministra Dilma Rousseff, não teve uma política contundente na questão ambiental. Dilma esteve no governo e já teve chances de trabalhar mais para o meio ambiente no país, mas não fez isso. E é o que eu espero e acredito que o candidato José Serra possa acrescentar.