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Antônio Roberto é o primeiro candidato de 2010 a ter as contas aprovadas pelo TRE-MG

Antônio Roberto durante a campanha 2010

O Deputado Federal Antônio Roberto é o primeiro candidato das eleições 2010 a ter as contas de campanha aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (17.11) pelo juiz do TRE mineiro Benjamin Rabelo.

A decisão do magistrado levou em consideração os pareceres do órgão técnico do TRE-MG e da Procuradoria Regional Eleitoral, que não identificaram nenhuma falha na apresentação das contas de campanha de Antônio Roberto. “Constato que as contas foram apresentadas de forma escorreita, não chegando, sequer, a desafiar a determinação de diligências por parte da Secretaria de Controle Interno e Auditoria”, afirmou o juiz.

As informações completas sobre a aprovação das contas de campanha do Deputado Federal Antônio Roberto você pode conferir clicando aqui.

Antônio Roberto apoia José Serra no segundo turno

Antônio Roberto discursa no plenário da Câmara dos Deputados

O Deputado Federal Antônio Roberto declarou apoio a José Serra (PSDB) na disputa do segundo turno das eleições presidenciais. Para Antônio Roberto, Serra é o candidato que mais se aproxima do programa de governo proposto pelo PV. Em entrevista ao jornal Estado de Minas, publicada na edição desta quarta-feira (20.10), Antônio Roberto explica sua decisão e fala dos benefícios para Minas Gerais com a vitória de Serra. Veja a entrevista na íntegra.

Por que o senhor está apoiando o candidato José Serra (PSDB)?
O principal motivo é porque o candidato José Serra é o que mais se aproxima do programa do partido que nós apresentamos aos dois presidenciáveis. Foram 10 pontos apresentados que entram na questão ambiental, da transparência, da reforma eleitoral, a questão da educação para a sociedade do conhecimento, as mudanças climáticas, a seguridade social no que se refere à saúde, previdência, proteção dos biomas brasileiros, redução dos gastos públicos e reforma tributária e política externa. Pelo discurso e pela experiência como governador de São Paulo, ele é o que mais se aproxima dos pontos programáticos apresentados pelo Partido Verde. Tanto é verdade que o Fernando Gabeira e o Feldmann também estão com o Serra.

O que o senhor acha que ele vai trazer de melhoria para Minas?
Ele explicitou isso claramente falando da questão das estradas de Minas e do metrô. Ele prometeu um olhar intenso nas questões do estado. Fora a interlocução que ele tem e teve com o Aécio Neves e o governador Antonio Anastasia. Eu acho que ele assumiu um compromisso claro com eles, especificamente de um olhar bem singular para com Minas Gerais.

Quais os programas para a área ambiental do candidato que se identificam com o Partido Verde?
Os dois candidatos não apresentaram nenhum programa para a questão ambiental. Mas houve uma aceitação muito grande do candidato José Serra nas propostas que o Partido Verde apresentou. Nós propusemos questões sobre assuntos como mudanças climáticas, energia e infraestrutura. A gente tem várias propostas dentro disso que se identificam com o Partido Verde. Por exemplo, a criação de uma agência reguladora independente para a política nacional de mudanças climáticas, essa é uma proposta nossa que se identifica bem com o partido. Metas de redução de gases do efeito estufa previstas em lei, tornando-as obrigatórias. Aumento em 10%, até 2014, da participação das energias renováveis na matriz energética brasileira. Superação do IPI sobre fabricação de veículos elétricos e híbridos para incentivá-los.

Como o senhor avalia essa divisão dentro do partido?
Eu achei que foi muito sábio optar, como partido, por nenhum dos candidatos. O partido teve uma posição bem diferenciada nesta campanha, o discurso do partido foi diferente. O partido não quer perder nenhuma dessa visão, por isso não quer optar por nenhum dos dois. Mas não é justo que a gente se omita não escolhendo nenhum dos dois candidatos. Nós, enquanto indivíduos, enquanto cidadãos e enquanto lideranças. Na verdade, o partido não está dividido. Está colocando em prática a liberdade e a diversidade que existe dentro dele.

O que o senhor acha que o candidato José Serra faria diferente da candidata do PT, Dilma Rousseff, na Presidência?
O governo Lula, que teve como coadjuvante a ministra Dilma Rousseff, não teve uma política contundente na questão ambiental. Dilma esteve no governo e já teve chances de trabalhar mais para o meio ambiente no país, mas não fez isso. E é o que eu espero e acredito que o candidato José Serra possa acrescentar.